Hoje, acabei os pacientes mais cedo (17:30hs) e resolvi ir até o colégio que estudei na minha adolescência, atrás de alguns jornais escritos e distribuídos, naquela época, por uma comissão de alunos. Quando atravessei o portão que dá acesso à escadaria (entrada principal), meu coração disparou, parecia que estava encontrando o primeiro amor........afinal faz quase 14 anos que não entrava naquele lugar. O impacto inicial foi grande, nada parecia ter mudado, a não ser o xeróx que ficava à direita e agora é a tesouraria... olhando à frente vejo o Cristo de braços abertos. De repente ouço.... "o bom filho à casa torna, como vai menina?", era a Mirtes e por um instante hesitei.... a fisionomia parecia tão familiar! "O que te traz aqui?", bem, perguntei pelo Marquinhos (rs) e ela me explicou que no momento ele não poderia me atender pois estava em uma reunião. Me perguntou sobre o assunto que iria tratar com ele, então expliquei que gostaria de ter acesso aos jornais daquela época... :)))Ela se propos a me ajudar,disse que estava guardado em algum lugar, pegou os meus telefones de contato, e-mails :))))) Aproveitei o momento para dar uma espiada nos corredores, tudo parecia igual! Os quadros, a escada no final do corredor à direita que nos leva para as salas de aulas superiores... cenas daquela época emergiam e ainda parecem tão vivas. Foram anos importantes na minha vida, sinto saudades! :))) Eita saudosismo!!!
Só para registrar:
Saudosismo
Caetano Veloso
Eu, você, nós dois
Já temos um passado, meu amor
Um violão guardado, aquela flor
E outras mumunhas mais
Eu, você, João
Girando na vitrola sem parar
E o mundo dissonante que nós dois
Tentamos inventar
Tentamos inventar
Tentamos inventar
Tentamos
A felicidade
A felicidade
A felicidade
A felicidade
Eu, você, depois
Quarta-feira de cinzas no país
E as notas dissonantes se integraram
Ao som dos imbecis
Sim, você, nós dois
Já temos um passado, meu amor
A bossa, a fossa, a nossa grande dor
Como dois quadradões
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Eu e você, João
Girando na vitrola sem parar
E eu fico comovido de lembrar
O tempo e o som
Ah, como era bom
Mas chega de saudade,
A realidade
É que aprendemos com João
Pra sempre ser desafinados
Ser desafinados
Ser desafinados
Chega de saudade...

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